sexta-feira, 29 de agosto de 2008

WE ARE UNSTOPPABLE!

A manhã de hoje foi o climax de deslumbramento, encantamento e acabou despertando em nós um sentimento comum, com aprendizados diferentes para cada pessoa naquela sala.

O caso, na realidade, possuia duas versões. Uma dada pelo paper da Harvard Business School. A outra, que ganhou viva e entrou fundo no espírito de todos nós, a versão contada pelo Carl Youngman, um senhor com 42 anos de carreira, CEO de 50 empresas diferentes e uma capacidade única de esmiussar o caso.

Assim, hoje, o melhor que posso fazer é compartilhar meu aprendizado e minha visão. Cada um com que conversei na hora do almoço teve insghts diferentes, relacionados com seu momento.

O caso era sobre um cara brilhante. Formado pela Harvard School com menção honrosa, muitos anos trabalhando em Private Equity, um MBA em Harvard novamente, e novamente com menção honrosa. Depois de tanto tempo e teoria sobre como as empresas precisavam se desenvolver finaceiramente para se tornarem mais lucrativas na hora da venda, ele queria ver a coisa mais real. Queria conehcer COMO as coisas eram feitas para que os números fossem atingidos.

Assim, com todas sua carreira brilhante, foi trabalhar em uma empresa de verdade. E no meio do caminho, tinha uma empresa de cométicos, que ele decidiu comprar. E ele o fez, e com mais 1 milhão de dolares de seus amigos (ele com certeza possuia uma rede de contatos fantástica) ele reorganizou o negócio e, em 3 ou 4 anos as coisas estabilizaram, mas não estava dando lucros. E seus amigos disseram a ele: Ok, você já se divertiu bastante, mas vamos por alguém que saiba o que está fazendo e vamos fazer nosso dinheiro multiplicar.

Nesse momento, entra uma pessoa. Uma mulher, que optou por não fazer faculdade, se especializando em maquiagem. Sua paixão era cosmético. Tanto que ela ganhou um premio Ravlon nessa área. Mas ela não queria ir para o escritório, ela queria manter o contato com o consumidor. E o fez por muito tempo. Aos poucos, contruiu uma carreira simples, dentro de várias empresas do ramo.

O caminho dos dois se cruzaram graças a um corretor de imóveis amigo do nosso CEO. Ele estava procurando alguém para o negócio e, como um brom empreendedor, pedia a TODO MUNDO por indicações de pessoas.

Em pouco mais de 6 meses no cargo, nossa apaixonada recém contratada vice presidente já estava trabalhando em seu cargo e nosso brilhante CEO recebeu uma proposta para ir para outra empresa, o que o fez prontamente, deixando nossa vice presidente no cargo de presidente.

O que se poderia esperar dela? Ela não tinha experiência em gerencia, não tinha vindo de grandes escolas, alias, ela nem tinha feito faculdade! Não havia mais ninguém na empresa para orientá-la, não haviam outros diretores e, sequer, o apoio de nosso brilhante CEO, que agora trabalhava em outro estado, para uma outra companhia.

O que se sucede, para encurtar a história, e uma sequência de decisões aparentemente simples, mas que dependeram de persistência, persuasão, conhecimento do cliente e criatividade que tornaram um invetimento inicial de 1 milhão de dolares numa empresa vendida por 242 milhões de dolares, rodada na mão dessa incrível e apaixonada mulher. Ela era simplesmente UNSTOPPABLE!

A lição que ficou é que existem diversos perfis que nos levam a ser empreendedores de sucesso. E eles não estão necessariamente associados a grandes universidades nem a grandes empresas e cargos no seu currículo. O que é fundamental é:
  1. Conheça seu consumidor, DE VERDADE!
  2. Seja apaixonado pelo que faz
  3. Seja UNSTOPPABLE
  4. Faça com que as pessoas comprem suas idéias e te sigam
  5. Consiga comprar por pouco, vender por muito, adiar pagamento e adiantar recebíveis
  6. Erre rápido
Acho que muitos pontos poderiam estar nessa lista, mas acho que esses são os pontos chaves, que levaram ela a construir um negócio milionário sem consultorias, reuniões com diversos diretores, quadros de conselheiros e estrutura organizacional nenhuma. Seu poder era tamanho que, ao tentar vender a companhia, nosso CEO encontrou uma barreira enorme, já que a empresa que comprou o negócio e nossa presidente não se entenderam muito bem e ela disse: Eu não quer mais trabalhar aqui!

Seu papel era tão chave e ela era tão insubstituível que o negócio foi desfeito. Ela escolheu uma outra empresa que tinha participado das negociações, que acabou pagando menos (cerca de 30 milhoes de dolares a menos), mas entrou em sintonia com ela. Ela passou a fazer apenas o que ela gostava na empresa e outros diretores foram contratados para outras funções como financeiro, canais de distribuição, operações, etc. (Lembre-se que ela, até o momento, realizava todos os papeis de todos os diretores e consegui contruir uma empresa de 242 milhões de dolares)

Fazendo só o que gostava, a empresa saltou para uma valor de mercado de 1.35 bilhões de dolares (http://finance.yahoo.com/q/pr?s=BARE).

Um comentário:

B Deliberali disse...

Eita Tiago, esta história que você ilustrou me fez lembrar uma observação sua. Depois de reapresentar com bastante coerência a idéia matriz da GTPlenus, você fez a seguinte pergunta retórica: "O que diferencia um maluco obcecado e um gênio?". A resposta, impactante pois simples, foi que a diferença entre os dois era que o obcecado deu errado enquanto o gênio deu certo. Talvez se a mulher tivesse falhado na direção da empresa teriam a chamado de uma sentimentalista sem valor. Isto - é obvio - apesar de todos sabermos que não é conseguir ou não que faz de alguém o quer que seja - mas apenas ser reconhecido como tal. De qualquer forma, é bom que entusiastas com algo a dizer obtenham sucesso publicamente, pois assim podem passar técnicas mais humanas de cair nas boas graças da carreira profissional, em cargos reconhecidamente frios e calculistas.