sexta-feira, 5 de setembro de 2008

De volta ao início

Finalmente estou ao fim de minha viagem. Voltei para o mesmo hostel em que me hospedei no primeiro dia, em Everett. Dessa vez, porém, minha ansiedade foi substituida por um aperto no coração e minha expectativa por um sentimento misto de admiração e saudade de um grupo maravilhoso com quem passei duas semanas, cravadas em minha vida como um divisor de água.

Eu pessoalmente nunca me importei com certificados. Sempre acreditei no conhecimento adquirido e na experiência vivida. Mas hoje, ao receber o meu certificado de conclusão do curso, tive vontade de chorar. De alegria, pela realização de um sonho e pela oportunidade de ter estado na maior universidade de empreendedorismo do mundo. De tristeza, por saber que estava prestes a erguer uma barreira entre eu e todas aquelas pessoas especiais com quem compartilhei meus aprendizados.

Ao olhar ao redor, precebia-se corações desolados por todos os cantos. Era possível enchergar as lágrimas no fundo dos olhos de muitas pessoas ali na sala. Tinhamos vivido uma experiência quase mística, uma sinergia entre culturas, escolaridades, experiências e olhares que nos permitiu muito mais do que um aprendizado completo, nos tornou amigos.

E como bons amigos, não poderíamos deixar de ter aquele brilho no olhar ao pensar na despedida. Aquele brilho feito lágrima, a escorrer para dentro do peito e pesar no coração. Mas em cada abraço e sorriso trocados, em cada sincera palavra de agradecimento e honra por termos trabalhado juntos, tinhamos em nos a certeza de que esse era apenas o primeiro encontro. A partir daquele momento, sabiamos que, em cada um dos oito países alí representados, teríamos um porto seguro.


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Economia Internacional

Segunda feira se arrastou. Acordei relativamente cedo para não perder o café da manhã. Nesse dia a aula começava só as 13:00. Passamos a manha fazendo nada e fomos para a aula.

Para ajudar, a aula era de um tema desinteressante. O professor então tinha a didática de um professor da Poli, falando lentamente e enfatizando coisas que pouco me interessavam. Lutei contra o sono com toda minhas forças. Se eu estivesse na Poli, provavelmente eu simplesmente abaixaria minha cabeça e dormiria. Aqui porém, achei que seria falta de compromentimento.

Então, abri meu caderno e comecei a desenhar. Fazia tempo que eu não conseguia parar para fazer isso. Alternava minha atenção entre a aula e meus desenhos, de modo a manter meus olhos abertos. Não consegui entender praticamente nada do que ele falava, especialmente quando ele entrou na área de finanças.

Para a minha sorte, muita gente ali era da área. Melhor ainda, eles estavam interessados e fizeram a aula ganhar algum movimento, com perguntas e interações com o professor. De vez em quando, ele perguntava alguma coisa para alguém de forma aleatória, mas por sorte eu não fui alvo de nenhuma delas.

Ao final da aula, a maioria das pessoas concordavam: a aula foi entediante. Depoi vim a descobrir que mesmo a representante do santander estava quase dormindo lá.

Fizemos mais uma reunião do plano de negócios logo depois da janta, na qual apontamos como trablhariamos e definimos metas simples para o dia seguinte. Fui cedo para o quarto, para descansar.