Depois de conseguir contactar o Junior, já com o endereço do Hostel, tudo se deu de forma tranquila. O sistema de metrô e ônibus são bem parecidos com o de São Paulo. Sabendo em que estação descer, não há nenhuma dificuldade.
A sensação era de estar chegando no Brasil. Durante o trajeto, passei por umas 3 ou 4 igrejas brasileiras.
No ônibus para o hostel conheci um casal de Alemães que estavam indo para o mesmo lugar. O hostel era bem simpático, com uma longa varanda e algumas pessoas aproveitando o frescor da tarde para conversar e acessar a internet. Gostei do lugar. Na parede, logo na recepção, eles ostentavam uma enorme placa que afirmava serem o hostel número 1 segundo o site hostels.com. Tudo parecia condisente.
Após o checkin, fomos informados que nã ficaríamos ali, e sim seríamos levados para o outro prédio deles, que era mais novo. Como em Londres isso nos trouxe muita sorte, não me preocupei. O segundo lugar era menos acolhedor que o primeiro, a começar por estar localizado próximo a uma rodovia. A frente nao exibia a enorme varanda do outro, tendo apenas uma porta que se mantêm fechada e que, ao entrarmos, recebemos uma cópia da chave.
Meu quarto é um lugar quente e tranquilo. Até agora, as pessoas que estão aqui parecem muito sossegadas. Hoje conheci um americano e um inglês, que falavam de modo compreensível. Não vi outras pessoas, apesar das malas espalhadas no quarto.
Meu note ficou sem bateria e nem o padrão inglês, nem o padrão brasileiros poderiam me ajudar... Sai em busca de um adaptador, sem sucesso. Teria que ir para Boston para comprar um.
Nesse momento descobri que não estou em Boston! Na verdade estou em uma cidade Chamada Everet, que fica próxima de Boston. Assim como o Babson College não está em Boston, e sim em Wellesley. Como o sistema de transporte é estadual, praticamente não dá para notar a diferença.
Consegui jantar em um fastfood brasileiro, que ficava dentro da loja de conveniência de um posto de gasolina. Comi um X-salada, com menu em português e tudo mais. Os dois caras que trabalhavam lá vieram pelo México e estavam ilegal. Trabalhavam 12 horas por dia, 7 dias por semana pra juntar dinheiro e voltar para o Brasil. É uma escolha esquisita, mas parece que muita gente acha atraente, já que, segundo eles, quase todo o bairro onde estamos fez o mesmo.
Depois da janta comecei tomei um banho. Conheci um frances que estava voltando pra França. Ele trabalhou uns 6 meses no Canadá, conheceu uma francesa lá e agora está voltando para a França para ficar com ela. Esse mundo com certeza é muito pequeno. Como ele disse, por que não conhecer uma canadense, ou conhecer uma francesa na França?
Noite de sono tranquila, pouscas vezes interrompidas. E olha que eu estava preparado para o pior! O pessoal todo saiu bem na hora que eu estava indo dormir. Mas foram tranquilos ao voltar e eu nem percebi. Acho q a noite sem dormir no avião colaborou um pouco!
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