Como a poltrona de um avião foi fantásticamente desenvolvida para se ter uma terrível noite de sono! Acho que não conseguia prosseguir dormindo mais que 30 minutos consecutivos. Eles serviram o café e já estava dia. O café, sem fugir a regra, foi ruim, com uma salada de frutas e pão.
Deixei um cartão com o jogador, que no final das contas, nem cheguei a perguntar seu nome. Bom, quem sabe ele mande um email. O vôo chegou atrasado e eu fui o mais rápido possível fazer a entrada nos EUA. Imaginei que seria demorado e só me restava 1:30 antes do meu próximo vôo, de Dallas para Boston.
Dallas estava abafado e quente, um clima cansativo. O lugar para a fila era enorme, e com razão. A fila ocupava todo o espaço disponível. EU estava animado, achei que daria tempo de ir. Puxei assunto com uma menina que estava vindo visitar o marido, que fazia doutorado em New Orleans. Ela disse que várias vezes passara por essa situação e sempre dava tempo. Me animei e ficamos conversando.
Porém, algum tempo depois, um grupo de militares adentrou o saguão. Todos fardados, exibindo a bandeira dos Estados Unidos na manga, foram formando uma fila. Eu acho que eles não estavam vindo do Iraque. Pareciam de certa forma tranquilos e em bom estado. Me chamou a atenç#ao o fato de não estarem totalmente padronizados. Cada um tinha uma mochila diferente, é claro que seguia o padrão de camuflagem da roupa, mas com muitos detalhes e cortes particulares.
Isso travou a fila por quase meia hora. E, consequentemente, os atendentes começaram a acelerar as entrevistas. Eu acho que eu atraio esse tipo de coisa, o que é bom! Em Londres foi a mesma coisa, com a chegada de uma excursão vinda de algum país nórdico. No consulado americano foi a mesma coisa, com a caida do sistema.
Minha entrevista durou uns 10 segundos. Corri para pegar minha pagagem e voei para tentar pegar meu vôo. Eram 10:15 e meu avião partia as 10:30. Impossível! Cheguei no guichê de emabarque uns 10 minutos atrasado. Os atendentes que estavam lá nem perguntaram muita coisa e logo me arrumaram um ticket para o vôo das 11:35. Já me apontei para lá, para não ter mais problemas.
Consegui comprar um cartão para ligações internacionais e estabeleci meu primeiro contato com o Brasil. Consegui falar com minha mãe e, em seguida, coma Carol, pelo celular.
Na viagem para Boston, me sentei do lado de uma coreana. Ela estava chegando da Corea e indo para Boston para fazer um mestrado em piano. Iria ficar lá por 5 anos, fazendo o mestrado seguido pelo doutorado. Estava chegando para o início de uma vida completamente nova. Ela falava inglês relativamente compreesível. Conseguimos conversar um pouco,
mas tanto ela quanto eu estavamos sem gosto nem graça.
No final do vôo comecei a ter dores de cabeça e enjôo. Uma pontada forte na minha testa enquanto o avião inicava o pouso me fazia sentir como se estivesse com uma bolha de ar que estava espandindo por causa do aumento da pressão externa.
O pouso foi conturbado e dia estava quente. Consegui estabelecer contato com o Brasil novamente, mas não consegui encontrar a Carol com meu próximo destino. Comi um lanche de frango no Burger King e agora estou esperando para fazer uma ligação para descobrir para onde devo ir.
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