sábado, 30 de agosto de 2008

Sábado pré viagem!

Sábado começou sossegado. Acordei tarde, o suficiente para tomar o café. Estava decidido a ter um dia tranquilo, tinha algumas coisas pendentes para estudar e, principalmente, precisava lavar minha roupa!

Todos tinhas feitos planos para o fim de semana. Uns estavam se arriscando ir para Nova York no próprio sábado de manhã. Outros planejavam ir para Boston o fim de semana inteiro. Os brasileiros estavam planejando ir para Boston no sábado e ir para Nova York na noite de sábado para curtir o dia lá. Eu só pensava em não ir para Boston!

Achei que passaria boa parte do dia sozinho. Fui tomar café, planejando algumas horas de estudo, uma parte do dia para lavar roupas e pensar um pouco sobre a estratégia da nossa empresa. Porém, antes mesmo de eu terminar de organizar, aos poucos o pessoal começou a aparecer para tomar o café da manha! A maioria do pessoal não tinha ido para lugar nenhum e acabmos passando o dia juntos. Lá se foram minhas horas de estudo!

Mas eles estavam descidido a ir para Boston, e eu decidido a ficar! Porém eu queria aproveitar para ir para Nova Yorque com eles. Como fazer? Compramos as pessagens juntos, para o onibus das 2:00 da manhã. Eles iam para Boston, gastar o dia lá, ir para um bar a noite e depois ir para a estação de onibus. Eu queria fazer minhas coisas, então me programei para sair daqui umas 9:00, pegar o trem e ficar na estação das 10:30 até as 2:00. Ainda não sabia o que fazer com esse tempo, mas essa alternativa era ainda melhor do que ir para Boston com o pessoal.

Eles partiram. Eu fiz todo o planejamento e fiquei satisfeito! Gastei um bom tempo vendo que horas partiria, onde chegaria, como faria para voltar para Boston no domingo e tudo me levava a crer que seria uma viagem econômica e simples de executar! Parti então para a primeira parte: lavar minha roupa.

Bom, nem lavar a roupa foi fácil. Primeiramente eu cheguei num lugar que mais parecia uma vila. Tinha um gramado, umas casas enormes e um estacionamento com carros de dar inveja, como um porche. No gramado, uma menina aproveitava a tarde com um livro e, ao fundo, algumas criaças brincavam com seus pais a observar. Comecei a buscar a casa número 9, sem sucesso. Fui até a menina na grama e, muito solicita, me abriu a casa número 2 e me explicou que a lavanderia que ela conhecia ficava no sótão.

Maravilha, pensei eu! Fui até lá e descobri que só funcionava com moedas de 25 centavos. Voltei até a menina e conversei mais um pouco. Ela desceu lá comigo e usou um cartão que eu também tinha, mas que o meu estava descarregado. Depois ela ainda pediu licença e voltou alguns momentos depois com mais 1,25 em moedas de 25 centavos, para que eu pudesse pagar a secagem! Agradeci um monte e insisti para que ela aceitasse o dinheiro de volta, mas ela se recusou.

Segundo meu planejamento, a lavagem levaria uma hora e dai eu iria jantar. Porém, a lavanderia discordava de mim e só a lavagem levou 55 minutos! Estava desesperado, pois já eram 17:40 quando a lavagem acabou, faltava secar as roupas e o restaurante onde jantamos fechava as 18:30 no domingo! Quando coloquei a roupa na secadora, ela me informou: 55 minutos para secagem! Ótimo, consegui perder minha janta.

Ter minha roupa limpa me deu um animo extra. Fui até o quarto, peguei alguns snacks para comer e beber e encontrei salgadinho e castanha de caju, que a Carol comprou pra mim antes da viagem. Foi uma ótima janta! Me preparei e parti, próximo das 21:00, para ir pegar o trem.

A caminhada foi estranha. Atravessei ruas escuras e vazias, pensando: "Tudo bem, isso aqui é um lugar tranquilo!". Porém, como bom brasileiro, fiquei com um friozinho na barriga. Como eu ainda não tinha feito esse caminho a noite, consegui me perder. Porém, como num bom filme americano, encontrei uma família inteira fazendo um passeio noturno. Pai, mãe, filho pequeno correndo com uma lanterna, cachorro e um bebê no carrinho! Me deu uma sensação de segurança e tranquilidade enorme! Eles me indicaram o caminho e, poucos minutos depois, já estava na estação de trem.

Wellesley é uma pacata cidade dos Estados Unidos. E como uma boa pacata cidade, não havia um único ser humano pelo caminho. Com excessão da familia, não cruzei com nenhuma outra pessoa nos 30 minutos de caminhada. A estação parecia aquelas de filme de faroeste. É uma parada, com algumas placas e a céu aberto. Fiquei lá preocupado com o lado em que o trem chegaria, e, pontualmente as 10:02, o trem chegou.

A chegada a estação foi uma grande alegria! Me lembrou muito a estação que ficamos em Glasgow, na Escócia. Muitas pessoas circulavam e algumas lanchonetes estavam abertas. Pensei comigo que não seria tão dificil esperar algumas horas lá. Rapidamente segui para a estação de ônibus, um anexo de onde estava. Lá, me senti ainda mais animado, já que o número de pessoas era ainda maior e encontrei um McDonalds que funcionava 24 horas! Minha sobrevivência estava garantida! : )

Mas eu não estava satisfeito de ficar na estação esperando o tempo passar e decidi sair e dar uma volta. O lugar ficava praticamente dentro de Chinatown, com todos os letreiros em chines e, alguns, em inglês. Comecei fazendo iterações curtas, dando a volta no quarteirão. Vi casasi andando por alí, pessoas chegando e saindo e me senti tranquilo. Achei um bar que vendia hamburguer no maior estilo americano, como lembro de ter visto no MIB. Não me animei a parar e continuei andando. Em dado momento, vi uma casa com uns estrangeiros na porta. Me animei e entrei. Perguntei se ainda estavam abertos e o garçom me disse que a cozinha já tonha fechad. "Sem problema, amigo! Me dá uma cerveja."

ercebi que havia um palco ali próximo ao bar um uma enorme moça negra e simpática conversava com a banda que ainda estava lá. Me aproximei despretensiosamente, apenas para me sentar. Ela conversava animadamente sobre as músicas e pediu para eles tocarem alguma coisa. Eles se animaram, pegaram os instrumentos e ali, naquele momento, minha noite ganhou vida!

O piano começou a dar brilho ao ambiente. De repente, as pesadas cordas de um baixo rústico e desproporcional ao tamanho do músico que o empunhava se emaranharam com os batuques característicos de uma bateria, compondo uma maravilhosa peça de Jazz! O trio começo a ganhar vida e rapidamente a moça que os incentivou pediu para o garçom desligar o som ambiente. As poucas pessoas que se sentavam junto ao bar começaram a se animar e logo todos conversavam alegremente. A músca enchia o bar, agora renovado.

Para a segunda música, a nossa agitadora da banda subiu ao palco. O que se poderia esperar? Eu não fazia idéia. Pedi mais uma cerveja e repousei minha atenção no quarteto que acabara de se formar. Ela folheou as páginas de um caderno que carregava consigo e combinou alguma coisa com a banda. Novamente, todos concordaram. O piano entrou novamente, mas dessa vez foi logo seguido pela voz doce e vibrante daquela mulher! O espetáculo ficou ainda mais deslumbrante! Fiquei até a casa fechar, agradeci os músicos pela maravilhosa noite que me proporcionaram e fui para a estação.

Agora o tempo estava voando. Poucos minutos depois de chegar ao local de partida do onibus para Nova York, adormeci. Quando acordei, avistei o pessoal com quem ia viajar! Reunimos o grupo e fomos para o onibus, rumo a Grande Maçã!

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