Tudo foi tão corrido quanto o possível. Como um dia qualquer, acordei cedo e fomos para a empresa, com um projeto grande para terminar e milhões de coisas pendêntes para a viagem. A viagem estava marcada para hoje e eu ainda não tinha recebido meu passaporte. Já estava sentindo o frio na barriga.
Por volta da hora do almoço, trocamos o trabalho pela viagem. Aliás, antes disso a Carol já estava cuidando de todos os detalhes: ligando para descobrir onde comprar travelers checks, onde conseguir seguro saúde, preparando a agenda para o fim do dia.
Saimos correndo para resolver as coisas. O gatilho foi dado por uma ligação vinda da portaria, dizendo que o SEDEX tinha chegado. Isso foi por volta das 16hrs.
Depois disso ainda conseguimos ir comprar dolares, comprar o seguro saúde, consegui cortar o cabelo, a Carol foi fazer compras para a viagem enquanto eu passava na empresa para fechar alguma coisa e buscar meus cartões de visita, que ela e o Junior conseguiram aprontar em inglês para o evento. Nos poucos minutos que fiquei na sala, consegui ligar para um cliente e dar algumas explicações para o Junior de como estavam as coisas na área de desenvolvimento.
Arrumamos a mala voando, e tudo só está dentro dela pois a Carol preparou uma lista enquanto estava com a cabeça fria. Tudo checado. Às 20:30 estavamos prontos e meus pais já estavam na porta do nosso apartamento para nos levarmos para o aeroporto.
A noite, os aeroportos parecem um pouco mais tristes. A falta de gente e as lojas fechadas deixam o clima um pouco melancólico, especialmente quando é você que está para partir, deixando todos que você ama para trás. Eu estava decidido a não chorar. O jogo de volei de praia entre Brasil e a China ajudou no meu intuito, destraindo a minha atenção e da minha namorada. Estavamos em 5 nesse momento. Meu pai, minha mãe, meu irmão e meu anjo, a Carol. Sem ela, com certeza, eu não teria tido condições de fazer essa viagem. Todo seu apoio e ajuda foram absolutamente fundamentais.
Por volta das 10:40 decidi entrar para a área de embarque. dessa vez, durante a revista, mentive minha atenção redobrada sobre minha carteira, que na minha viagem para a Inglaterra quase ficou aqui no Brasil ali mesmo, na área de revista.
Parece que o nosso era o único vôo a sair daquela área. O clima ficou ainda mais pesado e eu tentava me destrair olhando os itens do FreeShop. Nada ali me interessava. Um jogo totalmente desinteressante me destraiu a atenção por mais alguns minutos, enquanto os times se degladiavam nos penalts. Coitado do único cara que errou o penault.
Logo mais começamos a embracar. Sentei na janela e ao meu lado um senhor, com seus 45 anos, começou a puxar assunto. A noite ficou um pouco mais animada, já que passamos um bom tempo conversando sobre coisas quaisquer. Ele era jogador de futebol profissional nos EUA e agora era treinador. Estava morando lá desde 91 e estava de visita no Brasil.
A janta estava ruim, como era de se esperar. Carne com batata e pão. Depois disso, logo cai no sono.
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